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Carrosséis — É interessante

A História das atracções de lazer no mundo inteiro

Assim que o homem conseguiu realizar várias necessidades sociais, começou a sentir a necessidade de entretenimento. Era desejável que este fosse variado, emocionante e excitante. Na Europa medieval, durante as feiras e carnavais, construía-se uma espécie de protótipo dos parques de entretenimento modernos. Na Idade Média, a propósito, surgiu o conceito “atracção”, da palavra francesa “attraction”. As primeiras atracções eram extremamente simples: no Verão havia baloiços e carrosséis e, no inverno, as montanhas de gelo. O primeiro parque de diversões foi construído em 1583, não muito longe de Copenhaga, sendo chamado de “Baken”. O mais interessante é que o parque se encontra em funcionamento até hoje! Na Rússia, os mesmos escorregas de gelo e baloiços são a diversão preferida do povo, desde há muito. No entanto, não os podemos considerar atracções. Durante o seu reinado, Pedro, o Grande, cria parques de entretenimento para os nobres.

Em meados do século XVIII, um famoso cientista e engenheiro russo, Andrey Nortov, inventou um escorrega montanhês mecânico, baptizado com o nome “Montanha Russa” pelos soldados do exército de Napoleão durante a marcha de 1812. Após o final triunfante da guerra Napoleónica, a Rússia envolveu-se na produção industrial de “Montanhas Russas”. Em 1884, em Nova York, os norte-americanos importaram e aperfeiçoaram a ideia, desenvolvendo o sistema com carrinhos sobre carris. Em 1897, também os Japoneses aderiram à ideia da “Montanha Russa”. A montanha russa americana é o género clássico de atracções. Mas muitas outras foram inventadas. A abertura de novos parques de diversão, nos Estados Unidos, atingiu o auge no final do século XIX. Tudo surgiu devido à pouca utilização dos transportes públicos durante o fim-de-semana. A fim de atrair os clientes, foi sugerida a criação de parques de diversão nos terminais de transportes. O resultado desta iniciativa foi a implementação de mil e quinhentos parques durante as duas últimas décadas do século XIX. Estes parques de entretenimento tornaram-se tão populares que as entradas passaram a ser pagas, aumentando assim os lucros dos seus proprietários. Na URSS, o apogeu dos parques de diversão surgiu no início da década de 1920. Em 1928, surgiu o parque central Maxim Gorki, de cultura e lazer, o maior na Europa de Leste. Este crescimento acaba no início da Segunda Guerra Mundial.

Mesmo décadas após o final da guerra, a indústria mundial das atracções estava estagnada. Em 1955, Walt Disney procurou um financiamento de 100,000 dólares para a construção de um parque, tendo sido sempre rejeitado por considerarem um mau investimento. No entanto, graças ao seu trabalho, elevou o nível de atracções familiares para um novo patamar. Com o dinheiro das suas acções, construiu a sua primeira Disneylândia, em Orlando – um parque dedicado à viagem fantástica através do incrível país dos desenhos animados. A sua intuição não falhou. O parque rapidamente se tornou popular e Disney recuperou o seu investimento. Depois deste primeiro passo, a construção de atracções espalhou-se por todo o país. Passados poucos anos, em Arlington (estado do Texas), foi concluída a construção do parque temático “Six Flags Over Texas”, tendo como tema principal a História Americana e em Nashville (estado do Tennessee) foi construído “Opriland”, cujo tema está relacionado com a história natural no estilo da música country. Em Jackson (estado de Nova Jersey), foram criados vários parques no estilo “de volta à natureza”, como os “A Grande Aventura” e “Safari no país de leões”. Nestes parques são contempladas atracções como “zoológico ao ar livre”, onde os animais estão em condições próximas das condições naturais. Em 1988, abriu em Seul (Coreia), na Ásia, o maior parque fechado do mundo, “Lote World”, com 7562 km2. Em 1992 abriu o “Disneyland Paris”, o mais famoso parque de diversões da Europa.