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Carrosséis — É interessante

E.U.A. lançam a atracção mais cara do mundo

Os fabricantes são, naturalmente, a empresa Walt Disney World com a sua universalmente conhecida “Disneylândia”. O milagre da tecnologia é chamado de “A Missão: Cosmos” e tem custos, segundo afirmam os fabricantes, de cerca de 100 milhões de dólares.
Como dizem os especialistas, este é apenas o primeiro degrau na carreira das atracções infinitamente caras, bonitas e complexas, construídas em parques de recreio por todo o mundo a partir de agora, competindo entre si. Este impulso original ocorre alguns anos após a crise global da indústria de diversões, em 2001, quando muitos dos grandes parques de diversões estiveram à beira da falência. Várias são as empresas de renome internacional nesta área de negócios que, até agora, ainda não recuperaram totalmente, mesmo com o empenho impetuoso e apaixonado em novos projectos e atracções, em que estão dispostos a investir dezenas e em alguns casos, centenas de milhões de dólares. Fala-se numa “nova onda” em todo o mundo de atracções recreativas.
Por exemplo, podemos destacar a “Vivendi Universal Studios”, uma empresa que já manifestou a sua intenção de investir mais de 100 milhões de dólares em três novos projectos de atracções, dedicados ao bem conhecido e bem sucedido filme “A Múmia”. Da mesma forma, a “Walt Disney” mantém novos projectos para os tão populares heróis dos desenhos animados “Shrek” e “Jimmy Newtron”. Mesmo sem ter terminado a configuração de seu simulador “A Missão: Cosmos” começou um novo projecto no Parque da Califórnia, denominado “O Castelo do Terror da Twilight Zone “. Conforme relatado pelos representantes da “Disney”, esta atracção custará aproximadamente 75 milhões de dólares. Bred Reeks, vice-presidente da empresa “O Mundo de Disney”, afirmou que os “parques de diversões agora podem competir com outros centros de entretenimento high-tech”. Apesar de tudo isto, nenhum dos projectos acima superou o simulador “A Missão: Cosmos”. Este projecto não é apenas o mais caro da indústria, mas também a atracção mais próxima da realidade. Como disse um dos primeiros visitantes a este milagre da tecnologia, a experiência valeu o enorme preço que pagaram. A atracção simula o lançamento de um foguete e, para a sua criação, utiliza a mesma tecnologia usada no “Johnson Space Center”, em Houston, no treino de astronautas da NASA. Na fase inicial da atracção os visitantes são pressionados nos seus lugares com uma força de aceleração de 2G, que simula perfeitamente o voo de um foguete real, atingindo um curto, mas excepcional momento de ausência de gravidade.

Curiosamente, “A Missão: Cosmos” é a única atracção da Disney Company, que foi publicitada pela televisão nacional. Como resultado, no dia do lançamento, a expectativa em torno desta atracção foi tão grande que o foguete “tinha” uma longa cauda “de pessoas ansiosas por testá-lo no dia da sua inauguração”. Os repórteres não puderam deixar de notar como, muitas vezes, sarcasticamente, a administração foi obrigada a interromper o evento “por razões técnicas”, aumentando a quantidade do pessoal da limpeza, com esfregonas, o que reflecte a realidade das sensações.